Sexta, 10 de Julho de 2026
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As empresas vão ter que reaprender a emitir nota fiscal ou terão prejuízo

Implementação da CBS e do IBS exige planejamento para reduzir custos e aproveitar créditos fiscais

10/07/2026 08h44 Atualizada há 1 hora atrás
Por: Redação Fonte: Daniel Grave
Foto: Designed by Magnific (www.magnific.com)
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A implantação da Reforma Tributária deve alterar significativamente a forma como as empresas definem seu regime de tributação. Com a criação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), a análise dos créditos tributários passa a ter um peso maior na escolha entre o Simples Nacional, o Regime Híbrido e o Regime Normal.

Nesse novo cenário, a decisão deixa de considerar apenas o faturamento da empresa e passa a envolver uma avaliação mais ampla das operações realizadas. O perfil dos clientes, o destino das vendas e a possibilidade de geração e aproveitamento de créditos fiscais podem influenciar diretamente os custos e a competitividade do negócio.

Para identificar a alternativa mais vantajosa, especialistas recomendam a realização de simulações com base nos dados reais da empresa. Esse levantamento permite comparar os impactos financeiros de cada regime e oferece maior segurança para a tomada de decisão durante o período de adaptação às novas regras.

Além da escolha do modelo tributário, outro desafio será a adequação dos sistemas fiscais. A correta parametrização das notas fiscais eletrônicas e dos cadastros tributários será indispensável para garantir o aproveitamento dos créditos previstos pela nova legislação e evitar inconsistências que possam gerar prejuízos.

Diante das mudanças, a atuação da contabilidade ganha ainda mais relevância. O acompanhamento técnico permitirá que as empresas avaliem diferentes cenários, reduzam riscos operacionais e adotem estratégias capazes de tornar a transição para o novo sistema tributário mais eficiente e segura.

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Daniel Grave
Sobre Daniel Grave

Daniel Grave é contador tributarista, consultor e gestor público com sólida trajetória em finanças, administração tributária e geração de receitas no setor público e privado. É Sócio-Diretor da DG FISCAL – Consultoria Tributária, onde atua no desenho de estratégias fiscais, auditoria interna, automação de processos e capacitação de equipes, incorporando recursos de inteligência artificial para aumentar eficiência, controle e desempenho financeiro.

Com experiência prática acumulada ao longo de mais de uma década em posições estratégicas na gestão municipal, Daniel exerceu funções de liderança como Secretário da Fazenda de Alagoinhas e Secretário de Planejamento de Simões Filho e como diretor e auditor nas Prefeituras de Salvador e de São Francisco do Conde, integrando planejamento estratégico, gestão de projetos e finanças públicas em diferentes realidades administrativas.

Áreas de atuação e competências-chave • Consultoria tributária e governança fiscal • Administração financeira e finanças públicas • Auditoria (interna e de demonstrações financeiras) • Geração de receitas e melhoria de arrecadação • Automação de processos e aplicação de IA na gestão • Treinamento, capacitação e desenvolvimento de equipes • Planejamento estratégico e gestão de projetos

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