O Banco Central anunciou, nesta quinta-feira (3), uma das mudanças mais aguardadas no sistema de pagamentos instantâneos brasileiro: a chegada do Pix parcelado, prevista para setembro de 2025. A informação foi divulgada pelo próprio BC em comunicado oficial e repercutiu rapidamente entre consumidores, comerciantes e especialistas. A nova funcionalidade permitirá que o usuário parcele uma transação via Pix — inclusive transferências — enquanto o recebedor recebe o valor total de forma imediata, em um modelo semelhante ao do crédito parcelado.
De acordo com o Banco Central, a medida tem potencial para ampliar ainda mais o uso do Pix no varejo, principalmente em compras de maior valor, favorecendo consumidores que não possuem acesso a linhas de crédito convencionais. A expectativa é que a inovação beneficie especialmente os microempreendedores individuais (MEIs), ao facilitar vendas com maior ticket médio sem comprometer o fluxo de caixa.
“O Pix vem se aperfeiçoando ao longo dos anos. Essa é uma tendência que veio para ficar entre os pequenos negócios e que beneficia principalmente os MEI”, afirma o presidente do Sebrae, Décio Lima. Segundo ele, o uso do Pix tem crescido entre empreendedores, que muitas vezes chegam a oferecer descontos para incentivar o pagamento nessa modalidade. “Esses instrumentos permitem que os pequenos continuem gerando emprego e renda”, destacou.
Como vai funcionar o Pix parcelado?
A lógica do novo serviço é simples e próxima do que já ocorre com cartões de crédito. O cliente escolhe o valor da compra e define o número de parcelas no momento da transação. Em seguida, é informado da taxa de juros que será aplicada — que será negociada diretamente com a instituição financeira. Após a confirmação, o valor é transferido integralmente para o recebedor na hora, enquanto as parcelas são debitadas automaticamente da conta corrente do pagador nos meses seguintes.
Ainda não está definido se o Pix parcelado terá regras de juros padronizadas, como ocorre em cartões de crédito. O Banco Central informou que os detalhes operacionais serão divulgados ao longo de 2025, antes do lançamento oficial da funcionalidade.
Com mais de 160 milhões de usuários e quase 40 bilhões de transações acumuladas desde seu lançamento em 2020, o Pix se consolidou como uma das maiores inovações do sistema financeiro brasileiro. A aposta do Banco Central é que o parcelamento via Pix aumente ainda mais a adesão ao sistema e amplie a inclusão financeira da população.
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