Junho é um mês especial para o Nordeste. É tempo de sanfona, de forró, de comidas típicas, de licores artesanais e de manifestações culturais que atravessam gerações. Em Alagoinhas, diferentes iniciativas vêm contribuindo para manter viva essa atmosfera junina, revelando a força de comunidades, grupos culturais, organizadores, artistas, apoiadores e pessoas que seguem apostando na valorização das tradições populares:
06 de junho - a VIII Alvorada da Inocop I reuniu moradores e visitantes em uma celebração marcada pela organização, pela participação da comunidade e pelo clima acolhedor característico dos festejos juninos. Entre comidas típicas, apresentações musicais e muita animação, a programação contou com atrações que contribuíram para tornar o evento ainda mais especial, incluindo a participação dos Turunas.
12 de junho - a tradicional Alvorada da Rua do Catu aconteceu na Praça Mário Laerte. Com excelente estrutura, grande participação popular e uma grade musical diversificada, o evento confirmou sua relevância dentro do calendário junino local. Entre as atrações, destaque para a banda Xotemania, um dos nomes de referência do forró no território, levando ao público um repertório fortemente conectado à musicalidade nordestina.
Um dos pontos altos da iniciativa foi seu compromisso com a responsabilidade social. O acesso ao evento esteve associado à doação de um quilo de alimento não perecível, demonstrando como os festejos juninos também podem se transformar em instrumentos de solidariedade e apoio à comunidade.
14 de junho - o grupo Forró de Rua promoveu um encontro na Praça de Alagoinhas Velha, espaço histórico e turístico do município. Com apresentações de Orlandinho e Forró com Farinha, a programação valorizou o forró em sua essência e reuniu participantes em torno da música, da dança e da cultura popular.
17 de junho - o Grupo Mandacaru realizou o Grande Encontro no Espaço de Dança Mandacaru. O evento contou com apresentações de Orlandinho, Forró Sinhá Increnka e Fabrício Xotemania, reunindo amantes do forró em mais uma celebração dedicada às tradições nordestinas.
As ações do Forró de Rua e do Grupo Mandacaru não se limitam ao período junino. Ao longo do ano, desenvolvem atividades voltadas à dança e ao forró, promovendo encontros e fortalecendo uma tradição que continua atraindo pessoas de todas as idades. Em algumas dessas iniciativas, chamou atenção a participação ativa do público da melhor idade, demonstrando como o forró continua sendo um elemento capaz de conectar gerações por meio da música, da dança e das memórias afetivas associadas ao período junino.
Mais do que ações isoladas, as iniciativas observadas ao longo deste período revelam a existência de um verdadeiro ecossistema cultural. Um movimento formado por comunidades, grupos culturais, produtores de eventos, músicos, cantores, dançarinos, apoiadores, empreendedores e público, que ajudam a manter viva uma das mais importantes expressões da identidade nordestina.
Economia
Além do valor cultural e social, esse movimento também contribui para aquecer a economia local. A realização dessas atividades gera oportunidades para artistas, profissionais de apoio, comerciantes, vendedores de comidas típicas, licores e bebidas, além de diversos trabalhadores que encontram nos festejos juninos uma importante fonte de renda e desenvolvimento. Trata-se de um movimento que fortalece a cultura e, ao mesmo tempo, contribui para dinamizar a economia local.
Sobre cuidado com espaços que recebem manifestações culturais
A Praça de Alagoinhas Velha, por exemplo, vem se consolidando como um importante ponto de encontro para atividades ligadas ao forró e à cultura nordestina. Torna-se oportuno pensar em ações voltadas à qualificação do espaço: ambientação temática durante o período junino, iluminação, estruturas de apoio ao público e medidas relacionadas à organização do trânsito. São iniciativas que podem contribuir para tornar a experiência ainda mais acolhedora para moradores e visitantes, fortalecendo a relação entre cultura, lazer e turismo.
Cultura
O que se observa é que a cultura continua encontrando caminhos para florescer em Alagoinhas. Por meio do trabalho de comunidades, grupos culturais, produtores de eventos, artistas, apoiadores e tantos outros envolvidos, forma-se uma rede que mantém vivas tradições, fortalece identidades e cria oportunidades de encontro entre as pessoas.
Turismo
Nesse contexto, cultura e turismo caminham de mãos dadas. Ao valorizar suas manifestações culturais, seus artistas e seus espaços de convivência, a cidade fortalece não apenas sua identidade, mas também seu potencial para oferecer experiências autênticas a moradores e visitantes. E demonstram que investir na cultura é também investir na valorização das pessoas, dos territórios e das histórias que ajudam a construir a identidade de Alagoinhas.
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Graduada em Turismo e pós-graduada em Marketing Digital, Kelly Amado, hoje, atua como assessora de comunicação do NTE 18, cerimonialista, produtora de eventos e professora na área de Educação Profissional.
Na Prefeitura de Alagoinhas, atuou como coordenadora de cultura sendo responsável pela concepção e execução de diversos eventos. Posteriormente, foi responsável pela criação da diretoria de turismo de Alagoinhas, dinamizando o setor ao ocupar o cargo de diretora, inclusive inserindo Alagoinhas no Mapa do Turismo Brasileiro do Ministério do Turismo, em 2017, o que possibilitou acesso a recursos para investimento em locais com potencial turistico.
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