Inspirada em movimentos como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, a campanha Janeiro Branco é uma iniciativa nacional, criada em 2014, com o objetivo de chamar a atenção da população para as questões e necessidades relacionadas à saúde mental e emocional das pessoas, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional.
A Raphaella Ropelato, psicóloga e coordenadora do serviço de Psicologia do Hospital VITA, explica que vive-se uma época cada vez mais veloz, com informações rápidas e diversas fontes de distração. Cuida-se de tantas coisas, e nem sempre daquilo que realmente é importante. Os calendários de campanhas de saúde atualmente servem para alertar a sociedade sobre temas relevantes, para possibilitar ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de diferentes quadros e doenças. Segundo ela, cada vez mais é preciso orientar, desmistificar e ampliar o conhecimento das pessoas neste tema.
Neste contexto, de acordo com a psicóloga, o Janeiro Branco trouxe a perspectiva de mostrar que a saúde mental é tão importante quanto qualquer outra condição de bem-estar e pode afetar gravemente a vida das pessoas. “É um momento oportuno para recomeçar, refletir, revisar a própria vida, as emoções e a condição mental”, frisa.
Raphaella conta que dentre o grupo de doenças mentais que mais afetam a população pode-se mencionar os transtornos de humor como a depressão e os transtornos de ansiedade. Dados epidemiológicos apontam o crescimento destes quadros na população geral, incluindo o suicídio (que também possui mês de conscientização correspondente no calendário nacional de saúde).
“Faz parte da vida experimentar frustrações e enfrentar desafios, mas mesmo tendo capacidade de reagir e adotar as melhores posturas diante dessas dificuldades, é necessário a pessoa compreender os limites. A cultura de uma sociedade que deve produzir sempre mais e mais, coloca o indivíduo à prova e impõe exigências que geram desgaste, cansaço, redução de prazer e privação de condições básicas de bem-estar como alimentação adequada, sono preservado, relacionamento social, atividades físicas e de lazer, alerta Raphaella.
Saúde mental organizacional
Camila Ganz Silverio, psicóloga organizacional do Hospital VITA, relata que a saúde mental no ambiente de trabalho tem recebido um olhar crescente nas empresas. Segundo ela, estudos demonstram que o absenteísmo, a rotatividade de colaboradores e os custos com assistência médica aumentam naquelas instituições que não priorizam o cuidado com a saúde mental. “Ambientes hostis, pressão excessiva, falta de apoio e reconhecimento podem ser fatores capazes de contribuir para um adoecimento mental”, elenca.
“Promover conscientização aos colaboradores e aos gestores sobre a importância da saúde mental tem sido o foco do desenvolvimento do nosso trabalho. Formar profissionais para identificar riscos tem sido primordial para a criação de uma política sobre saúde mental, além de promover uma cultura de cuidado como propósito”, destaca Camila.
A psicóloga organizacional ressalta que as empresas necessitam olhar o indivíduo de maneira que vá além das competências, compreender a existência considerando as dores, alegrias, crenças e valores. “Entender que as pessoas são o melhor dentro das limitações”, acrescenta.
Cuidar da saúde e englobar a saúde física e mental. Camila aponta que cada um é responsável pelo autocuidado, então deve ficar atento e refletir se está realizando pausas para suprimir as necessidades básicas fisiológicas. Além das obrigações do trabalho, casa, filhos, cônjuge, o que a pessoa tem feito para se desconectar do mundo e conectar-se apenas com ela mesma.
Segundo ela, a pessoa deve começar refletindo sobre como está a vida, escolhas, sentimento atrelados a este momento e buscar mudanças. Não será possível encontrar outros resultados se está caminhando pela mesma direção. “A vida pede e merece equilíbrio”, enfatiza Camila.
Já Raphaella Ropelato salienta que é importante considerar que a forma como os dias são organizados pode influenciar diretamente o bem-estar emocional. Assim, o Janeiro Branco é um convite para essa reflexão. A psicóloga lista algumas mudanças simples para cuidar da mente de janeiro a janeiro:
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