No mês passado, a Agência Nacional de Saúde (ANS) divulgou a proposta final de revisão da política de preços e reajustes dos planos de saúde. Além disso, também apresentou a revisão técnica de planos individuais. O texto aguarda a aprovação da Procuradoria Geral para entrar em vigor.
As determinações partiram de debate com a sociedade e representantes das empresas atuantes no segmento a partir de audiências que vêm ocorrendo desde o ano passado. Dentre as propostas, a ANS sugeriu mudanças no pool de risco, alterando de 29 para mil vidas e definindo em 400 vidas.
Outro destaque ficou para os índices utilizados nos reajustes. Mantendo os índices IPCA e IGP-M como referência e autorizando o uso de Variação da Despesa Assistencial (VDA). Além disso, a ANS manteve a rescisão contratual apenas no aniversário do contrato e com aviso de 60 dias ao beneficiário.
Rol de Procedimentos também é tema de discussões
Para Bruna de Freitas Mathieson, advogada especialista em direito à saúde e sócia do escritório Freitas & Trigueiro Advocacia, a regulamentação e a garantia ao direito do consumidor são temas de grande importância: “O debate entre agência, sociedade e empresas é essencial. Por exemplo, a Lei 14.454/2022 já determina que a cobertura dos planos de saúde não pode se limitar ao Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Portanto, cabe à Agência formalizar alterações para a garantia deste e de outros direitos dos conveniados”.
A profissional lembra que na relação com os planos, o paciente precisa tomar alguns cuidados ao solicitar procedimentos e medicamentos: “é essencial que o paciente tenha a prescrição médica fundamentada respaldo em evidências científicas reconhecidas. Tratamentos devem ser recomendados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no Sistema Único de Saúde (SUS) ou aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e por agências internacionais de referência”, explica.
Continuidade de atendimento
A advogada especialista Bruna Mathieson relembra que a continuidade do atendimento com o profissional ou instituição contratados, mesmo em caso de descredenciamento durante tratamento é assegurada pelo artigo 17, § 1º, da Lei nº 9.656/98. E as Resoluções Normativas da ANS nº 566 e nº 567 exigem que a operadora comunique o descredenciamento com 30 dias de antecedência e ofereça substituição por prestador equivalente.
“Em casos de descredenciamento de toda uma rede ou de prestador relevante sem substituição por equivalente, cabe questionamento judicial. Se a operadora não comunicar no prazo e oferecer substituição, ou se o novo prestador não for realmente equivalente, o consumidor pode exigir a manutenção no prestador original, às custas da operadora”, afirma a especialista.
Proporcionalidade
Bruna Mathieson também pontua que, quando o reajuste do plano ultrapassa a lógica da proporcionalidade, principalmente para consumidores com mais de 59 anos, configura-se prática abusiva, discriminatória e ilegal.
“Embora a ANS autorize reajustes por faixa etária, esses aumentos precisam estar previstos no contrato, baseados em critérios objetivos e respeitar limites da razoabilidade para evitar abusos”, explica a advogada.
Sobre o Escritório Freitas & Trigueiro Advocacia
O Freitas & Trigueiro Advocacia é um escritório especializado em Direito à Saúde, com mais de 13 anos de atuação. Presta assessoria jurídica a pacientes e profissionais da área médica, incluindo estratégias de redução tributária legal, através da equiparação hospitalar. O foco do escritório é oferecer uma advocacia humanizada, técnica e comprometida com a garantia de direitos fundamentais.
Para saber mais, basta acessar: http://www.freitasetrigueiro.com.br
Economia Criativa Carnaval da Bahia: da potência cultural à estratégia de desenvolvimento nacional
Reforma Tributária Treinamento presencial detalha transição do sistema tributário e mudanças na gestão municipal
Economia Bolsa Presença: pagamento de novembro é liberado para mais de 342 mil estudantes da rede estadual
Economia Lula anuncia isenção do IR até R$ 5 mil, critica privilégios da elite e avisa: taxar super-ricos é só o “primeiro passo”
Economia Salário é o principal fator na redução da desigualdade nos últimos anos
Economia Consulta pública discute mudanças na CNH e fim da obrigatoriedade de autoescolas no Brasil Mín. 22° Máx. 33°
Mín. 21° Máx. 35°
Chuvas esparsasMín. 20° Máx. 34°
Parcialmente nublado
Kelly Amado Professora Ieda Fátima toma posse como diretora do Departamento da UNEB – Campus II, em Alagoinhas
Silvania Senna Macarrão de aipim da agricultura familiar de Miguel Calmon ganha nova embalagem
Tarcio Mota Oficinas e diálogos marcam abertura da III Teia Estadual dos Pontos de Cultura da Bahia
Daniel Grave Locação de Imóveis e Reforma Tributária: o que muda com a cobrança do novo IVA