Mais do que uma ação pontual de verão, a iniciativa da Prefeitura de Rio Real de levar a população à Praia de Costa Azul, em Jandaíra, com estrutura de transporte e alimentação, revela uma visão estratégica e sensível sobre o papel do turismo como instrumento de inclusão social. Foram mais de 30 ônibus mobilizados, dois dias de programação e a oferta de café da manhã, almoço e quentinhas para centenas de pessoas que, em muitos casos, dificilmente teriam a oportunidade de vivenciar um dia de praia com conforto e segurança.
Sob a liderança do prefeito Jan da Laranja, com a presença e o apoio do vice-prefeito Binho de Vera, a ação vai além do entretenimento.

Ela se insere no campo do turismo social, uma vertente que defende o acesso ao lazer e às experiências turísticas como direito, e não como privilégio. Quando o poder público cria meios para que a população usufrua desses espaços, ele não está apenas promovendo um passeio: está promovendo dignidade, pertencimento e qualidade de vida.
A praia, que para muitos é sinônimo de descanso e liberdade, ainda é um território distante para uma parcela significativa da população. Custos com transporte, alimentação e logística acabam transformando o lazer em algo inacessível. Ao assumir essa responsabilidade, a gestão municipal transforma o turismo em ferramenta de política pública, aproximando as pessoas de experiências que, para muitos, só existiam no imaginário.
Do ponto de vista do desenvolvimento regional, a iniciativa também dialoga com uma visão mais ampla de turismo: aquela que entende que formar público, criar hábito e estimular o pertencimento é parte fundamental de qualquer estratégia sustentável. Ao levar a população de Rio Real para a Praia de Costa Azul, em Jandaíra, a gestão amplia o olhar para além das fronteiras administrativas e reforça a ideia de território como espaço de cooperação e integração.
A ação evidencia, ainda, a importância do bom relacionamento entre os municípios. O acolhimento em Jandaíra, a articulação institucional e a presença das gestões constroem uma ponte simbólica e prática entre cidades vizinhas, mostrando que o turismo também se faz com diálogo, parceria e visão compartilhada de desenvolvimento. Esse tipo de conexão fortalece o território, estimula a convivência e cria um ambiente favorável para iniciativas conjuntas que beneficiam a população como um todo.

Há, também, um aspecto simbólico poderoso: quando o poder público organiza, acolhe e cuida, ele reforça a ideia de que o cidadão não está sendo apenas transportado, mas convidado a viver uma experiência completa de lazer, convivência e pertencimento. A logística dos ônibus, a alimentação garantida e a presença da gestão acompanhando de perto comunicam cuidado e respeito com quem participa.
Em tempos em que se discute tanto o turismo como vetor de desenvolvimento econômico, vale lembrar que ele também é, e precisa ser, vetor de desenvolvimento humano. A iniciativa mostra que é possível pensar o turismo não só para quem vem de fora, mas principalmente para quem vive na região — gente que trabalha, sustenta as cidades e também merece usufruir de momentos de descanso e bem-estar.
Quando o turismo cumpre esse papel, ele deixa de ser apenas deslocamento e passa a ser política pública, inclusão social e construção de cidadania. E é exatamente aí que ações como essa encontram seu maior valor.

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Graduada em Turismo e pós-graduada em Marketing Digital, Kelly Amado, hoje, atua como assessora de comunicação do NTE 18, cerimonialista, produtora de eventos e professora na área de Educação Profissional.
Na Prefeitura de Alagoinhas, atuou como coordenadora de cultura sendo responsável pela concepção e execução de diversos eventos. Posteriormente, foi responsável pela criação da diretoria de turismo de Alagoinhas, dinamizando o setor ao ocupar o cargo de diretora, inclusive inserindo Alagoinhas no Mapa do Turismo Brasileiro do Ministério do Turismo, em 2017, o que possibilitou acesso a recursos para investimento em locais com potencial turistico.
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