A última edição do estudo International Business Report (IBR) apresenta um aumento recorde de 80% nas intenções de investimento das companhias de médio porte brasileiras em ações voltadas para boas práticas de environmental, social and governance (ESG), o maior desde o começo do levantamento, em janeiro de 2024. Segundo o relatório trimestral conduzido pela Grant Thornton, uma das maiores empresas de consultoria e auditoria do mundo, e realizado com 4 mil empresários de 31 países, o dado representa um crescimento de 2 p.p. em relação ao último período, acima das médias global, 60% e da América Latina, 62%.
Segundo a líder de ESG da Grant Thornton Brasil, Glória Lucena, o número demonstra a relevância do tema globalmente, dadas as novas exigências de divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade. “Estamos acompanhando as constantes publicações da CVM e o avanço estratégico para ampliar a visibilidade das empresas brasileiras no mercado de capitais, com a promoção do aumento de transparência e governança em relação à pauta de sustentabilidade. O Brasil foi pioneiro na adoção das normas IFRS S1 e S2, emitidas pelo International Sustainability Standards Board, sobre como empresas de capital aberto devem divulgar informações financeiras sobre sustentabilidade e isso pode nos colocar como referência para outras jurisdições”, explica a especialista.
Principais mudanças e os impactos para as empresas:
Nesse cenário, o principal desafio para as empresas está em integrar processos. Os requisitos de reporte das normas IFRS S1 e S2 exigem uma gestão integrada de informações, que envolvem diferentes expertises, departamentos e comitês, e incentivam que a pauta seja vista de forma multidisciplinar. Comunicar de maneira eficaz as ações e resultados, esclarecendo as correlações entre as informações de sustentabilidade materiais e as demonstrações financeiras, é fundamental para demonstrar o compromisso com práticas de menor impacto socioambiental e construir uma relação maior de confiança com os públicos de interesse.
Atender às novas exigências tem demandado grande esforço das empresas. “Há bastante trabalho a ser feito para que as companhias de médio porte consigam se estruturar para os novos requisitos dos normativos, tanto em implementação de práticas, adequação de processos e formalização do ambiente de controle. Um grande desafio é mapear riscos de sustentabilidade e de clima, além de entender os efeitos financeiros destes riscos no negócio. Por outro lado, essa adequação representa também uma excelente oportunidade para ampliar a vantagem competitiva internacional”, finaliza Glória.
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