A maior parte dos impactos das mudanças climáticas enfrentados atualmente está diretamente relacionada à água, manifestando-se em eventos como enchentes, aumento do nível do mar e secas em áreas anteriormente úmidas. Segundo especialistas, esse cenário demanda o desenvolvimento de comunidades cada vez mais resilientes e sustentáveis, o primeiro passo nesse processo é garantir o acesso à saúde, o que inclui o saneamento básico. Sem ele, torna-se impossível garantir outros direitos humanos fundamentais, como o acesso à moradia digna, à educação e a cuidados de saúde adequados.
A Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), possui 17 objetivos, sendo que o ODS 6 diz: garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos. Especialistas da organização orientam que as cidades precisam investir em toda a cadeia de saneamento, desde a elaboração de políticas até a prestação de serviços.
Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 83,6% dos brasileiros têm acesso ao serviço de abastecimento de água. No entanto, no que diz respeito ao esgotamento sanitário, os percentuais caem consideravelmente: apenas 53,2% da população é atendida com coleta de esgoto, e somente 46,3% recebe tratamento de esgoto.
“Precisamos de investimentos urgentes na capacitação de governos locais em todo o território nacional para que o tratamento de água e esgoto passe a ser padrão na infraestrutura dos municípios, e que cada um seja responsável pela mitigação das mudanças climáticas”, reforça o vice-presidente do Conselho de Administração da Colpar Brasil, Francisco Carlos Jorge Colnaghi.
Para que o Brasil consiga universalizar os serviços de esgotamento sanitário, com base no horizonte de planejamento de 2035, o Atlas Esgoto aponta que são necessários investimentos na ordem de R$ 149,5 bilhões, dos quais R$ 101,9 bilhões precisam ser aplicados em coleta, enquanto R$ 47,6 bilhões devem ser empregados no tratamento.
O Quinto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (Intergovernmental Panel on Climate Change - IPCC), órgão das Nações Unidas que tem como função fazer avaliações de informações científicas sobre as alterações climáticas, deixou claro que, se medidas urgentes não forem tomadas para estabilizar as emissões dos gases até 2100, o aumento da temperatura global excederá 2 ºC dos níveis pré-industriais e que isso pode ser catastrófico.
“O documento alerta que os maiores castigados pelas mudanças climáticas serão provavelmente os países tropicais, como o Brasil, com uma série de inundações, tempestades e períodos longos de estiagem. Nessas duas situações, a pecuária e a agricultura poderão ser comprometidas, o que reforça a necessidade de cuidado com o nosso bem natural mais precioso, a água”, conclui Francisco Carlos Jorge Colnaghi.
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