Em um cenário onde a sustentabilidade se torna cada vez mais essencial para a sobrevivência, as empresas já estão considerando as metas ambiental, social e de governança (ESG, do inglês Environmental, Social and Governance) como essenciais para sua estratégia de negócios. Estas práticas são importantes para gerenciar riscos, facilitando capitalizar oportunidades, gerar valor em longo prazo e promover a consciência ambiental.
Segundo João Roncati, diretor da People + Strategy, as transformações que a população global tem passado nos últimos anos são profundas e cada vez mais é percebido o quanto as fronteiras entre lucro, propósito e impacto social estão mais tênues. A sustentabilidade deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar um imperativo estratégico, e o propósito não é mais um acessório retórico, mas o núcleo de uma liderança eficaz.
“Os empresários já demonstram que é possível alinhar crescimento financeiro com impacto social com modelos que desafiam a lógica tradicional de que o lucro e a sustentabilidade são adversários”, salienta Vininha F. Carvalho, economista e editora da Revista Ecotour News & Negócios.
Dados levantados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pelo Centro de Pesquisa em Economia Circular da Universidade de São Paulo (USP), apontam que 85% da indústria brasileira já faz uso de práticas diárias relacionadas à economia circular.
“De uma maneira geral, com a economia circular, promovemos redução da extração de recursos naturais, maior longevidade dos produtos e, no final da vida útil desses produtos, a reciclagem de matérias-primas. Esses são os pontos principais que sustentam o conceito de economia circular”, explica Marcelo Okamura, presidente da Campo Limpo, empresa que produz embalagens recicladas de defensivos agrícolas.
Com a criação da Estratégia Nacional de Economia Circular (ENEC), no ano passado, e principalmente, com a disseminação de ações específicas voltadas ao tema, por parte da indústria, o Brasil vem se consolidando como um importante player mundial quando o assunto é economia circular.
A Coreia do Sul promove o uso de plásticos biodegradáveis e designs ecológicos que facilitam a reutilização e a reprodução, por meio do K-Circular Economy. Nas Maldivas, a proibição de plásticos de uso único e parcerias com a indústria visam preservar os oceanos.
A Arábia Saudita implementa o Programa de Economia Circular de Carbono, que aborda tanto os resíduos materiais quanto as emissões. No Canadá, iniciativas como o “Direito ao Reparo” estendem a vida útil de produtos, como eletrodomésticos, em vez de incentivar a compra de novos.
“A adoção de embalagens sustentáveis propiciam benefícios ambientais diretos. Embalagens biodegradáveis e recicláveis contribuem para a redução de resíduos sólidos, diminuindo o impacto negativo que provoca as mudanças climáticas”, finaliza a ambientalista Vininha F. Carvalho.
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