O Brasil iniciou 2025 com um ritmo acelerado na criação de novos negócios. Segundo um estudo elaborado pela BigDataCorp e divulgado pelo portal InfoMoney, o país superou a marca de 64 milhões de CNPJs já nos três primeiros meses do ano, registrando um crescimento de 7,72% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A escalada da atividade empreendedora ganha ainda mais destaque com os mais de 1,4 milhão de novos pequenos negócios criados no primeiro trimestre, com destaque para os microempreendedores individuais (MEIs), que correspondem a 78% do total, conforme levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
De acordo com o especialista Wallisson Deziderio, sócio-fundador da Billion Contabilidade, essa explosão de novos empreendimentos não é obra do acaso. Para ele, diversos fatores vêm impulsionando essa movimentação, como a desburocratização no processo de abertura de empresas, o crescimento dos marketplaces e a busca por renda extra por parte da população.
“Hoje é mais fácil começar a vender online do que locar um ponto comercial com aluguel caro. Muitas pessoas também estão aproveitando o tempo livre para gerar renda. Além disso, os jovens estão entrando no mercado com uma mentalidade empreendedora diferente”, afirma o especialista.
Cenário requer organização contábil eficiente
Deziderio avalia ainda que a prática de contratar profissionais como Pessoa Jurídica (PJ) se tornou comum em muitos setores, impulsionando a formalização de novos CNPJs. No entanto, apesar da quantidade recorde de novas empresas, um fenômeno preocupante persiste: muitos negócios encerram suas atividades antes de completar um ano. O ponto crítico, segundo ele, pode estar atrelado à ausência de uma organização contábil eficaz desde o primeiro mês de operação.
“A maioria quebra por falta de planejamento financeiro e tributário. Pagam mais imposto do que deveriam e não separam a conta jurídica da física. Por isso, é importante que o empresário busque profissionais que possam auxiliar nesse processo e ensinar como manter a empresa viva e lucrativa”, ressalta.
Entre os erros mais comuns estão a mistura de contas pessoais com as da empresa, retiradas descontroladas de lucro e a ausência de um salário fixo definido para o empreendedor. “Esses deslizes comprometem a saúde financeira e impedem a visualização de indicadores-chave como a margem de contribuição, essencial para medir o potencial de reinvestimento e crescimento do negócio”, avalia.
O especialista aponta ainda que aspectos como o regime tributário adequado, a definição do capital de giro e o controle de fluxo de caixa também requerem atenção logo após o CNPJ sair do papel.
“O NCG (Necessidade de capital de giro) mostra exatamente quanto a empresa precisa deixar disponível no caixa para custear sua operação. Com esse controle e um bom planejamento contábil, o impacto positivo pode ser instantâneo. Com menos impostos e relatórios mais claros, os lucros aumentam e a previsibilidade melhora”, afirma.
Nesses casos, a contabilidade consultiva, segundo Deziderio, pode não apenas cuidar das obrigações fiscais, mas transformar-se em uma aliada estratégica. “Com o know-how acumulado em anos de atuação e milhares de empresas atendidas, os escritórios contábeis são capazes de oferecer inteligência financeira que vai além dos números”, sugere o especialista.
“A contabilidade pode mapear os custos com precisão, ajudar na formação de preço ideal, criar metas realistas e identificar gargalos operacionais. Tudo isso facilita a captação de recursos e promove crescimento sustentável logo nos primeiros meses”, completa.
Com esse panorama, fica evidente que o empreendedorismo está em alta, mas a sobrevivência e o sucesso podem depender de decisões bem fundamentadas. “Ter uma gestão contábil que funciona serve como pilar estratégico desde o dia um”, finaliza.
Para saber mais, basta acessar: https://www.billioncontabilidade.com.br/
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