A história costuma oferecer momentos em que não há lugar para ambiguidades. O dia de ontem, 9 de julho de 2025, é um divisor de águas e entra para essa galeria ao expor uma escolha inadiável: ou se está com a defesa da soberania nacional representada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ou se está com o agressor imperialista Donald Trump, que, num gesto inédito de hostilidade, atacou o Brasil com uma carta ameaçadora e impôs um tarifaço de 50% sobre todas as exportações brasileiras a partir de 1º de agosto para tentar evitar a prisão de Jair Bolsonaro, que está prestes a ser condenado por tentativa de golpe de estado.
Não há meio-termo. O que se coloca hoje diante dos brasileiros é uma opção entre o projeto nacional e soberano, que busca integração regional e autonomia estratégica — como se viu recentemente na bem-sucedida cúpula do BRICS no Rio de Janeiro — e o velho entreguismo colonial, agora reciclado pela extrema-direita que, de forma clandestina, articula com potências estrangeiras formas de minar o processo democrático brasileiro.
A carta de Trump é um ato hostil que não pode ser dissociado da tentativa de tutela externa sobre as instituições nacionais. Ao atacar diretamente o Supremo Tribunal Federal e ameaçar o Brasil com sanções econômicas, Trump ultrapassou qualquer limite aceitável nas relações diplomáticas. A resposta do governo brasileiro foi firme e precisa: “não aceitaremos ser tutelados por ninguém”.
Mas não se trata apenas de mais uma bravata ao estilo mafioso do presidente estadunidense. Há indícios cada vez mais claros de que esse gesto foi articulado com o clã Bolsonaro, em especial com o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que atua desde março nos Estados Unidos com o único propósito de conspirar contra o STF, contra o presidente Lula e contra o Brasil. A ação do Grupo Prerrogativas para investigar essa atuação é mais do que necessária. Estamos diante de uma possível articulação golpista transnacional.
Se Trump aceitou negociar com o bolsonarismo, como indica o gesto de agressão explícita ao Brasil, a pergunta inevitável é: o que o clã Bolsonaro ofereceu em troca? O mais provável é que tenha sido uma promessa de retirar o Brasil do BRICS em caso de vitória eleitoral da extrema-direita em 2026 — uma medida que teria enorme impacto geopolítico, ao enfraquecer o bloco que hoje representa o maior contraponto à hegemonia estadunidense.
Mas não se deve descartar outros “presentes” prometidos: a entrega das riquezas nacionais — petróleo, estatais, terras raras, biodiversidade e até mesmo a Amazônia. Trata-se de uma lógica colonial empacotada no discurso pseudonacionalista que há muito tempo não engana mais ninguém. São políticos vira-latas, dispostos a vender o país em troca de proteção ou apoio internacional.
O agravante, neste momento, é o desespero do clã Bolsonaro, especialmente de Jair Bolsonaro, que se aproxima rapidamente da cadeia por seus crimes contra a democracia. A carta de Trump pode ser lida como uma tentativa desesperada de evitar esse destino, pressionando o Brasil e suas instituições. Mas, ironicamente, o gesto serviu para isolar ainda mais os que flertam com o autoritarismo.
Chegou a hora de todos os brasileiros fazerem uma escolha clara: ou se está ao lado de Lula e da soberania nacional, ou se está ao lado de Trump e da submissão colonial. Não há terceira via. A história julgará cada cidadão e cidadã.
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