O setor de supermercados, atacadistas e distribuidores enfrenta um desafio constante: equilibrar alto giro de estoque com margens apertadas, onde a agilidade nas operações é decisiva para o sucesso. A falta de integração entre sistemas de crédito, pagamentos e relacionamento com fornecedores, no entanto, ainda é um obstáculo para muitas empresas - e pode comprometer sua competitividade.
Segundo Edson Silva, fundador e presidente da Nexxera, a fragmentação de processos gera perda de controle sobre prazos, pagamentos e histórico de negociações.
“Quando não há visibilidade centralizada, aumentam os riscos operacionais, como atrasos, acúmulo de dívidas e até ruptura de caixa", explica.
Em um setor que lida com centenas de fornecedores e rotatividade acelerada de produtos, a desconexão entre sistemas pode significar perda de descontos, erros de abastecimento e dependência de crédito emergencial - problemas críticos em um mercado que movimenta R$ 700 bilhões anuais em todo o Brasil, de acordo com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados).
Tecnologia é aliada da gestão integrada
A solução, aponta Silva, está na adoção de ecossistemas financeiros unificados, que combinam automação, análise de dados e integração multibanco. “Plataformas com APIs (Application Programming Interface modalidade que permite que dois softwares troquem informações e funcionalidades) e IA (Inteligência Artificial) permitem conciliar pagamentos, recebíveis e antecipações em tempo real, reduzindo erros e melhorando a tomada de decisão”, diz.
Para empresas com alto giro de estoque, essa agilidade é vital: um fluxo de caixa mal gerenciado pode interromper o abastecimento e afetar vendas em questão de dias, ressalta o presidente da Nexxera.
Falta de controle financeiro traz riscos para o negócio
Silva destaca que empresas sem visibilidade precisa do fluxo de caixa enfrentam dificuldades como atrasos em pagamentos e recebimentos, além de perda de oportunidades de antecipação de recebíveis com taxas vantajosas.
“Além disso, esses negócios têm de lidar com entraves como dependência de crédito caro em situações emergenciais. Sem previsibilidade, o negócio fica vulnerável à inadimplência, rupturas e perda de competitividade”, alerta.
Caminhos para otimização
Entre as estratégias recomendadas por Silva, estão:
No setor alimentício - responsável pelo consumo de 22,61% do orçamento das famílias de renda mais baixa (de 1 a 1,5 salário mínimo), conforme estudo do economista André Braz, coordenador de Índices de Preços da FGV, repercutido pelo O Globo -, a integração garante eficiência operacional e resiliência em cenários econômicos instáveis.
“Quem tem controle sobre o ecossistema financeiro consegue negociar melhor com fornecedores, evitar rupturas e crescer com sustentabilidade”, explica Silva. Na visão do presidente da Nexxera, para empresas que dependem de velocidade e escala, a lição é clara: “Em um mercado onde cada hora de atraso pode significar perda de vendas, a desfragmentação financeira deixa de ser opção e vira necessidade”, finaliza.
Para mais informações, basta acessar: https://www.nexxera.com/
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