A convivência entre diferentes gerações dentro das empresas é uma realidade cada vez mais comum — e desafiadora. Com perfis distintos em comportamento, consumo e valores, esses grupos nem sempre compartilham as mesmas referências ou expectativas. Isso tem exigido adaptações em estratégias de comunicação, gestão de pessoas e cultura organizacional.
Na tentativa de tornar seus ambientes mais diversos, conectados e eficientes, organizações passaram a buscar ajuda de especialistas capazes de traduzir essas diferenças em ações práticas.
Para Mari Galindo, especialista em inovação e nas relações entre gerações no ambiente de trabalho, esse movimento tem se intensificado. “Cada geração tem seu próprio código — e entender isso muda tudo. Há empresas com excelentes produtos, propostas ou oportunidades, mas que não conseguem estabelecer conexão com públicos mais jovens ou mais velhos justamente por ignorar essas diferenças”, afirma.
Segundo ela, não são raras as situações em que organizações até tentam se aproximar desses públicos, mas falham ao usar uma linguagem desalinhada com seus repertórios e referências culturais.
Mari é fundadora da Nice House Br, uma content house criada em 2020 com foco em jovens e vídeos curtos. A empresa reúne uma comunidade de mais de 3 milhões de seguidores e já foi parceira em campanhas voltadas ao público jovem para diferentes setores, como entretenimento, varejo e tecnologia.
De Z ao todo: uma visão ampliada
Apesar da visibilidade gerada pelo trabalho com o público jovem, a especialista prefere não se limitar a uma geração. “Hoje meu foco é ajudar empresas e instituições a entenderem o impacto da convivência entre diferentes gerações. A Geração Z foi a porta de entrada, mas o tema vai além”, afirma. Segundo ela, há oportunidades pouco exploradas na escuta e na adaptação de linguagem entre perfis que já dividem os mesmos espaços de trabalho.
Sua trajetória inclui projetos em grandes empresas, como a atuação em iniciativas de transformação digital da Embraer. Mari é formada em Comunicação Social e tem especializações nas áreas de negócios e inovação por instituições como USP e Berkeley, nos Estados Unidos.
Conexão no centro do palco
A experiência com plateias e empresas de perfis variados — de universidades à indústria financeira — trouxe outro ponto que ela destaca com frequência: o papel do humor e da autenticidade na construção de conexão real. “Não dá mais para falar com as pessoas como se estivéssemos em 2005. Seja no palco ou numa campanha institucional, o que conecta é linguagem viva, acessível, com algum nível de identificação”, comenta.
Essa percepção tem norteado tanto suas palestras quanto seu trabalho de curadoria para diferentes públicos. Em suas apresentações, temas como comunicação na era da desatenção, geração de conteúdo e empreendedorismo digital se cruzam com reflexões sobre o futuro do trabalho. “O tempo das pessoas é muito valioso. Quando elas se sentam para te ouvir, você tem que garantir que saiam com algo útil, prático e que faça sentido no contexto delas”, conclui Mari.
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