Embora avanços tenham sido conquistados nas últimas décadas, a desigualdade de gênero segue sendo um desafio global, refletido nas disparidades salariais e nas oportunidades de desenvolvimento e liderança. Com a crescente visibilidade das questões de diversidade, as empresas têm intensificado esforços para implementar ações concretas que promovam a equidade de gênero no ambiente de trabalho.
Ana Guimarães, diretora de operações no ManpowerGroup Brasil, explica que a redução da desigualdade de gênero requer um esforço constante e uma abordagem estratégica. “A cultura organizacional desempenha um papel crucial na implementação de mudanças duradouras. As empresas devem criar oportunidades e garantir que as condições para o crescimento sejam equitativas para todas as pessoas colaboradoras”, afirma.
Uma das primeiras medidas para promover a igualdade de gênero, segundo Ana Guimarães, é revisar criticamente as práticas de recrutamento e promoção nas empresas. “As organizações precisam rever seus processos seletivos e garantir que as mulheres tenham acesso igualitário às vagas, inclusive de liderança. Além disso, é importante que o apoio ao avanço delas seja uma prioridade na estrutura interna, com ênfase em programas de mentoria e desenvolvimento de habilidades”, comenta.
Para a especialista, a implementação de políticas de flexibilidade, assim como de apoio à maternidade e paternidade, é essencial para as empresas contribuírem efetivamente com a redução das desigualdades. “O desequilíbrio entre vida profissional e pessoal continua sendo um desafio. Organizações que adotam horários flexíveis, oferecem opções de trabalho remoto e implementam programas de apoio à saúde mental estão criando um ambiente mais igualitário”, afirma Ana Guimarães.
Ela destaca que as políticas de flexibilidade devem ser encaradas não somente como um benefício, mas como uma estratégia necessária para o bem-estar e o desempenho dos talentos. “Essas políticas não são só uma vantagem competitiva, são também uma ferramenta para equilibrar responsabilidades profissionais e familiares. Ao criar um ambiente flexível, as empresas estão investindo diretamente na permanência e no crescimento das mulheres nas suas carreiras”, acrescenta.
A promoção de mulheres em áreas tradicionalmente dominadas por homens, como tecnologia e engenharia, também é uma mudança fundamental, segundo a especialista. Oferecer oportunidades de capacitação e desenvolvimento nessas áreas pode abrir portas para muitas profissionais. “Empresas que incentivam a formação de mulheres nesses setores de alta demanda têm a chance de promover a equidade de gênero, atrair talentos e se posicionar como líderes em indústrias inovadoras”, observa.
Ana Guimarães também defende que as companhias adotem uma abordagem transparente e mensurável para garantir que suas iniciativas de igualdade de gênero sejam eficazes. “As organizações precisam ser claras sobre suas metas e compromissos em relação à diversidade e inclusão. Isso inclui criar indicadores para medir a participação feminina em cargos de liderança, eliminar disparidades salariais e desenvolver programas de formação”, explica.
Além das mudanças internas, a diretora acredita que as empresas têm um papel fundamental no apoio a causas sociais mais amplas. “As organizações que colaboram com ONGs ou investem em programas de capacitação e empoderamento feminino em comunidades vulneráveis estão contribuindo para mudanças estruturais significativas. Elas podem inspirar uma transformação mais ampla, que favoreça a igualdade de gênero em toda a sociedade”, comenta.
Por fim, Ana Guimarães defende que a luta pela redução da desigualdade de gênero não deve se restringir a ações pontuais ou meses comemorativos, mas ser vista como um compromisso de longo prazo. “A promoção da equidade de gênero é um movimento contínuo e requer uma abordagem holística, que envolva a adaptação da cultura organizacional, a revisão das políticas internas e o comprometimento de todas as pessoas. As empresas que investem em ações concretas e mensuráveis se destacam como líderes em diversidade e inclusão, além de colher os benefícios de um ambiente de trabalho mais inovador e produtivo”.
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