No mundo dos negócios, o ESG vem se tornando mais do que um conceito, sendo um fator determinante para competitividade e sustentabilidade empresarial. Segundo uma pesquisa da Serasa Experian, por exemplo, 89% das micro, pequenas e médias empresas do Brasil já adotam alguma boa prática ambiental, social ou de governança (ações resumidas pelo termo originário do inglês ESG).
No levantamento, identificou-se que 66% delas atuam no eixo de governança (o “G” da sigla), 52% em responsabilidade social (“S) e 50% desenvolvem ações relacionadas à preservação ambiental (“E”). A soma das porcentagens é superior a 100% porque uma mesma companhia pode atuar em mais de uma área do ESG.
“As micro e pequenas empresas (MPEs) estão percebendo que adotar práticas ESG melhora a eficiência operacional, reduz custos, atrai consumidores conscientes, facilita acesso a financiamentos com melhores condições e fortalece sua competitividade em um mercado que valoriza a sustentabilidade”, avalia Daniel Eggers.
Consultor da VerdeSaber, Eggers atua com o objetivo de transformar pequenos negócios, ajudando-os a integrar a sustentabilidade ao seu modelo de negócio por meio de certificações, mentorias e ferramentas práticas. Segundo Eggers, empresas alinhadas ao ESG estão mais preparadas para atender exigências regulatórias e conquistar novos mercados.
Critérios de ESG - como o desenvolvimento sustentável - são valorizados até mesmo na busca por parcerias e licitações com o setor público. Uma prova disso é que a Lei de Licitações (que estabelece normas e critérios para a contratação de empresas pelo poder público) traz a preocupação ambiental em sua redação.
“A Lei de Licitações favorece empresas sustentáveis, estimulando um ciclo virtuoso onde práticas ESG fortalecem negócios responsáveis, reduzem impactos ambientais e promovem avanços sociais nas comunidades”, explica Eggers.
Outras iniciativas governamentais também servem de exemplo. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou critérios ESG como requisitos obrigatórios nos seus editais de radiofrequências. No caso da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), foi adotada uma medida semelhante no novo manual de licitações e contratos.
Eggers explica que é importante que as empresas busquem certificações ESG. Isto é, um selo cuja função é servir como uma prova de que a companhia segue boas práticas ambientais, sociais e de governança.
“Certificações aumentam a visibilidade no mercado, provam compromisso com práticas responsáveis e ajudam as MPEs a conquistar novos clientes e parcerias, além de facilitar acesso a linhas de crédito verdes e incentivos governamentais”, comenta Eggers.
“O ESG já não é mais apenas uma tendência; mas uma necessidade competitiva. Empresas que adotam essas práticas hoje não só se antecipam às mudanças do mercado, mas também fortalecem sua resiliência contra crises e se destacam como líderes em inovação e impacto positivo”, conclui o consultor.
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