A Confederação Nacional da Indústria (CNI) criticou, em nota nesta quarta-feira (29), a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de elevar novamente a taxa básica de juros, a Selic.
Mais cedo, o BC decidiu seguir o ritmo de aperto nos juros já previsto ao elevar a taxa Selic em 1 ponto percentual, a 13,25% ao ano, em decisão unânime de sua diretoria, e manteve a orientação de mais uma alta equivalente em março, deixando os passos seguintes em aberto.
De acordo com a CNI, a decisão é "injustificada" e mostra que o BC depende de "uma única ferramenta de política monetária - a elevação dos juros -, no enfrentamento de expectativas de inflação".
“Com a decisão, o Banco Central mostra que continua ponderando equivocadamente os fatos econômicos mais relevantes do cenário atual, principalmente no que diz respeito ao quadro fiscal e à desaceleração da atividade do país”, disse o presidente da CNI, Ricardo Alban.
No documento, a CNI defende que a busca pela disciplina fiscal "deve vir acompanhada de medidas de incentivo à inovação, à infraestrutura, à educação e à tecnologia, garantindo uma elevação do PIB no médio e longo prazo, gradual e sustentada".
A nota também critica o BC por não levar em consideração os efeitos da aprovação do pacote fiscal, que ainda deve ser ampliado este ano.
Além disso, a CNI afirma que o BC não considerou "os efeitos da aprovação do pacote fiscal, que ainda deve ser ampliado este ano".
"Diante disso, fica evidente que o aumento representa mais custos financeiros para as empresas e os consumidores, e perda adicional e desnecessária de emprego e renda", completa o documento.
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