As declarações do ministro da Casa Civil, Rui Costa, na última quarta-feira (22), geraram intensas especulações ao sugerir possíveis "intervenções" no mercado como parte de uma estratégia para reduzir a inflação de alimentos. No entanto, horas após a repercussão, o ministro ajustou o discurso, esclarecendo que o foco do governo está em medidas para ampliar a oferta e reduzir custos, e não em intervenções diretas nos preços.
Durante o programa "Bom Dia, Ministro", transmitido pela EBC, Rui Costa afirmou:
“Vamos fazer algumas reuniões com o ministro da Agricultura, com o ministro do Desenvolvimento [...] e buscar um conjunto de intervenções que sinalizem para o barateamento dos alimentos.”
A declaração provocou reações imediatas, incluindo a do ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, que negou a existência de estudos consolidados sobre as propostas apresentadas pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
Mudança no discurso e foco em medidas concretas
Posteriormente, em entrevista à CNN Brasil, Rui Costa esclareceu que o governo não pretende intervir diretamente nos preços, mas estuda iniciativas para fortalecer a oferta de alimentos.
“Para não ter ruído de comunicação, vamos substituir a palavra intervenções por medidas,” explicou o ministro.
Uma das propostas sugeridas pela Abras, que envolve a flexibilização de prazos de validade de alimentos, foi descartada por Costa:
“Não vejo nenhuma possibilidade dessa sugestão específica ser adotada [...] para alimentos, não faz parte da nossa cultura e não está no nosso cenário.”
Propostas em análise pelo governo
Entre as sugestões da Abras, estão:
Dentre as opções, o PAT eSocial tem recebido maior destaque, com potencial para gerar uma economia de R$ 10 bilhões anuais, segundo a Abras. Contudo, enfrenta resistência de setores como a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que contesta os cálculos apresentados.
Divisões internas e pressão por soluções rápidas
O presidente Lula, que tem pressionado por ações efetivas contra a inflação, enfrenta divergências entre as pastas envolvidas. Enquanto os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário apontam a alta do dólar como um dos principais fatores da elevação de preços, a Fazenda identifica outros componentes relevantes.
As decisões sobre as medidas propostas devem ser tomadas nos próximos meses, enquanto o governo busca um consenso para aliviar o impacto da inflação sem recorrer a intervenções drásticas.
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