A crescente incidência de doenças oculares graves, aliada ao envelhecimento populacional e à maior expectativa de vida, tem trazido à tona a necessidade de atenção redobrada aos quadros de emergência oftalmológica, como o descolamento de retina. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo vivem com algum tipo de deficiência visual evitável ou não tratada — muitas das quais relacionadas à retina, como é o caso do descolamento de retina.
O descolamento de retina ocorre quando a retina — estrutura sensível à luz localizada na parte posterior do olho — se separa de sua posição normal, provocando perda visual progressiva e, em muitos casos, irreversível se não tratada a tempo. “Trata-se de uma urgência médica. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maior a chance de preservar a visão”, afirma a médica oftalmologista e retinóloga Dra. Geraldine Ragot de Melo, especialista em cirurgia de retina. A profissional reforça que sintomas como flashes de luz, percepção de sombras ou perda abrupta do campo visual periférico devem ser investigados imediatamente.
O diagnóstico precoce é determinante para o sucesso terapêutico. Exames como mapeamento de retina e tomografia de coerência óptica (OCT) são fundamentais para confirmar a separação retiniana e planejar a intervenção. “Nos casos iniciais, é possível evitar a progressão com procedimentos ambulatoriais, como retinopexia pneumática ou fotocoagulação a laser. Já em quadros avançados, a vitrectomia é geralmente o tratamento indicado. A técnica cirúrgica remove o vítreo — gel que preenche o interior do olho — permitindo o reposicionamento e fixação da retina", explica.
A médica frisa que a prevenção tem papel central nesse contexto. “É essencial que pacientes com fatores de risco realizem exames oftalmológicos periódicos, mesmo na ausência de sintomas. A detecção de degenerações periféricas ou roturas retinianas, condições que podem preceder o descolamento, permite a intervenção precoce e evita complicações mais graves. A retina é uma das estruturas mais sensíveis e complexas do olho humano. Uma vez afetada, a perda visual pode ser irreversível. Por isso, o olhar especializado e atento do retinólogo pode fazer toda a diferença entre manter ou perder a visão”, conclui.
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