Natural da costa africana e do mar mediterrâneo, um peixe pode provocar efeitos curiosos em seres humanos que o consome. Com alucinações auditivas, visuais e até mesmo sonhos macabros, a salema (ou sarpa salpa) também é chamado de 'peixe que faz sonhar'. A propriedade alucinógena em si não está necessariamente atrelada à carne da espécie, mas ao que acontece com ela após a alimentação.
De acordo com o Aquário de Barcelona, a salema é o único animal que se alimenta da chamada “alga assassina” (Caulerpa taxifolia), que contém uma toxina chamada caulerpina, que outros animais não toleram. A partir da ingestão desse componente, que é degradado pelo organismo do animal, as propriedades são absorvidas e passam se apresentar como neurotoxinas que infectam àqueles que tentam consumir o peixe. Ou seja, o processo ocorre através de uma bioacumulação.
De acordo com estudos, há relatos do uso das propriedades alucinógenas da espécie ainda no Império Romano. A parte mais atribuída aos delírios é a cabeça do animal, entretanto, os órgãos também são apontados como veículos de contaminação. Apesar disso, o peixe é consumido em alguns restaurantes da França e, a depender do preparo e também da alimentação do animal, nem todas as pessoas sofrem com alucinações.
Com processo metabólico lento de toxinas no sistema nervoso central do corpo humano, além dos efeitos psicológicos, a contaminação pode provocar febre e fraqueza muscular por dias.
Ainda assim, os efeitos alucinógenos não atuam de maneira uniforme em todos os infectados. Há quem tenha sintomas digestivos leves, visões psicodélicas e auditivas por cerca de 36 horas, como foi o caso de um homem de 40 anos relatado em estudo científico. O estudo foi publicado na revista científica Clinical Toxicology.
No entanto, há relato de uma família que ingeriu pargos grelhados em 1982 sem remover os órgãos do peixe e tiveram visões e sonhos agressivos por mais de 10 horas.
Em Saint-Tropez um caso envolveu um idoso de 90 anos, que cozinhou o animal por algumas horas em 2002. Depois de comer, ele alega ter sido atormentado por animais alados com gritos por horas e pesadelos por semanas.
Prateada e com cerca de 10 a 12 faixas longitudinais douradas e olhos amarelos, a salema possui também uma mancha preta na base da nadadeira peitoral. O comportamento base é formação de cardumes facilmente identificados pela disciplina e proximidade entre indivíduos, estratégia apontada como meio de defesa que facilita reprodução e alimentação. A desova da espécie ocorre no início da primavera e final do outono no continente europeu.
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