Quinta, 06 de Agosto de 2026
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Fórum Mundial fortalece o afroturismo e destaca o Projeto Agô Bahia

Encontro internacional realizado em Salvador e Camaçari evidenciou a importância da ancestralidade, da cultura afro-brasileira e do turismo para o desenvolvimento sustentável e inclusivo

06/08/2026 15h03
Por: Redação
Imagem: Designed by Magnific (www.magnific.com)
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Muito além de uma modalidade turística, o afroturismo representa um caminho de reencontro com a história, valorização das identidades e geração de novas oportunidades. Ao transformar ancestralidade, cultura e saberes em experiências capazes de conectar pessoas e territórios, o segmento revela um potencial que precisa ser reconhecido por toda a sociedade.

Foi com essa perspectiva que o 7º Fórum Mundial de Afroturismo reuniu, na sexta-feira (31) e no sábado (1º), autoridades, acadêmicos, pesquisadores, lideranças comunitárias e empreendedores do Brasil e do exterior. Realizado em Salvador, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA), e em Camaçari, no Campus da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), o encontro colocou o afroturismo no centro das discussões sobre desenvolvimento sustentável, inclusão e valorização cultural.

Promovido pela Rede Emunde, o fórum demonstrou que o afroturismo não deve ser compreendido apenas como uma atividade voltada à visitação. Ele envolve a preservação da memória, o reconhecimento das contribuições dos povos africanos e afro-brasileiros e a valorização de expressões culturais que atravessam gerações e ajudam a contar a história do Brasil.

Nesse contexto, a Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur-BA) apresentou o Projeto Agô Bahia, iniciativa criada em 2024 para desenvolver ações de valorização das religiões e manifestações culturais de matriz africana. O projeto contribui para ampliar as experiências turísticas ancestrais e dar visibilidade a terreiros, blocos afro, afoxés, quilombos e outros espaços que guardam patrimônios fundamentais para a formação cultural baiana.

“A gente já vem trabalhando pelo fortalecimento do afroturismo há algum tempo. Por isso, montamos o fórum com uma programação diversificada, incluindo seminários, mesa internacional de debates, networking, exposição de artesanato e apresentações de dança do segmento, além do trabalho desenvolvido pelo Agô Bahia”, explicou o coordenador-executivo da Rede Emunde, Edson Costa.

A força do afroturismo está justamente na capacidade de articular passado, presente e futuro. Ao mesmo tempo que resgata e preserva a ancestralidade, o segmento movimenta a economia, estimula o empreendedorismo, gera trabalho e renda e cria possibilidades para que as próprias comunidades apresentem suas histórias, seus conhecimentos e suas tradições.

“Ficamos felizes pela nossa parceria com esse conjunto de coletivos. É um encontro internacional que mobiliza movimentos sociais, com atuação em economia solidária e turismo comunitário, alcançando terreiros, blocos afro, afoxés e quilombos, entre outros espaços”, pontuou o diretor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFBA, Fábio Macêdo Velame.

A programação também contou com debates, mesa internacional, networking, exposição de artesanato e apresentações culturais. As atividades favoreceram a troca de experiências e ampliaram as reflexões sobre políticas públicas, inclusão produtiva, preservação do patrimônio e fortalecimento do segmento.

Olhar para o afroturismo é reconhecer que existe um patrimônio vivo nos territórios, presente na religiosidade, na gastronomia, na música, na dança, no artesanato, na arquitetura, na oralidade e nos modos de viver. É compreender que esses saberes não pertencem somente ao passado: eles continuam produzindo identidade, conhecimento, pertencimento e desenvolvimento.

Ao apresentar o Projeto Agô Bahia em um fórum de alcance mundial, o estado reafirma a força de sua herança africana e amplia a visibilidade de um segmento estratégico para o turismo. A iniciativa sinaliza que preservar a ancestralidade também significa criar oportunidades, fortalecer territórios e preparar o caminho para um futuro mais inclusivo, consciente e conectado às próprias raízes.

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Kelly Amado
Sobre Kelly Amado

Graduada em Turismo e pós-graduada em Marketing Digital, Kelly Amado, hoje, atua como assessora de comunicação do NTE 18, cerimonialista, produtora de eventos e professora na área de Educação Profissional.

Na Prefeitura de Alagoinhas, atuou como coordenadora de cultura sendo responsável pela concepção e execução de diversos eventos. Posteriormente, foi responsável pela criação da diretoria de turismo de Alagoinhas, dinamizando o setor ao ocupar o cargo de diretora, inclusive inserindo Alagoinhas no Mapa do Turismo Brasileiro do Ministério do Turismo, em 2017, o que possibilitou acesso a recursos para investimento em locais com potencial turistico.

Salvador - BA

Salvador - Bahia

Sobre o município
Salvador, a capital do estado da Bahia no nordeste do Brasil, é conhecida pela arquitetura colonial portuguesa, pela cultura afrobrasileira e pelo litoral tropical. O bairro do Pelourinho é seu coração histórico, com vielas de paralelepípedo terminando em praças grandes, prédios coloridos e igrejas barrocas, como São Francisco, com trabalhos em madeira revestidos com ouro. ? Google Altitude: 8,3 m Área total IBGE/2022: 693,442 km² CEP: 40020-000 Clima: tropical atlântico (Af) Densidade: 3 4
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