A chegada do Claque Cultural a Alagoinhas, pela primeira vez ultrapassando as fronteiras de Goiás, não é apenas mais um evento na agenda cultural da cidade. Trata-se de um movimento simbólico e estratégico que reafirma o papel da cultura como ferramenta de conexão entre territórios, linguagens e identidades.
Idealizado pelo Sesc Goiás em parceria com o Governo do Estado de Goiás, por meio da Secretaria de Retomada, o projeto chega à sua terceira edição demonstrando maturidade e, sobretudo, capacidade de expansão. Ao aportar na Bahia, o Claque Cultural estabelece uma ponte entre dois estados com forte tradição na música popular brasileira, promovendo um intercâmbio que vai além do palco.
Em Alagoinhas, o público já respondeu positivamente à proposta. As apresentações realizadas ao longo de março reuniram cerca de 400 pessoas, um indicativo claro de que há demanda e interesse por iniciativas que democratizam o acesso à cultura e descentralizam os grandes circuitos artísticos.
Neste fim de semana, o Teatro Sesc Alagoinhas se consolida como espaço de encontro entre sonoridades e trajetórias. A programação reúne o espetáculo “Camelô de Cantorias”, com Pádua, que transita por ritmos como samba, choro, coco e xote; o show da consagrada Maria Eugênia, com mais de três décadas de carreira e reconhecimento internacional; e o projeto “Capim Cheiroso”, que resgata a caminhada compartilhada de músicos goianos desde os anos 1980.



Mais do que apresentações, o que se vê é a circulação de repertórios, histórias e referências que fortalecem a música brasileira em sua diversidade. E isso tem um impacto direto na formação de público, na valorização dos espaços culturais e na ampliação do repertório simbólico das cidades que recebem essas iniciativas.
“Quando um projeto como o Claque Cultural chega a Alagoinhas, ele não traz apenas artistas — ele traz consigo uma política de circulação cultural que precisa ser cada vez mais fortalecida no Brasil. É sobre garantir acesso, promover encontros e reconhecer que a cultura é também desenvolvimento”, avalia o colunista Tárcio Mota.
A gratuidade dos ingressos, disponíveis na Central de Relacionamento do Sesc Alagoinhas, reforça esse compromisso com a democratização. Em um cenário onde o acesso à cultura ainda enfrenta barreiras, iniciativas como essa mostram que é possível construir caminhos mais inclusivos e conectados com os territórios.
Ao final, o Claque Cultural deixa mais do que aplausos. Deixa pistas importantes sobre o futuro das políticas culturais no país: mais circulação, mais integração e, sobretudo, mais presença nos interiores — onde a cultura pulsa, resiste e se reinventa diariamente.
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