As Zonas Azuis são regiões do mundo onde as pessoas vivem, em média, muito mais tempo e com melhor qualidade de vida, em comparação com a média mundial. O termo "Zonas Azuis" foi criado por um jornalista e explorador Dan Buettner, que estudou essas regiões e identificou alguns fatores em comum que contribuem para a longevidade. A Netflix produziu o documentário “Os Segredos das Zonas Azuis”, baseado na pesquisa de Buettner. Vale assistir. Okinawa, no Japão, Sardenha, na Itália, Ikaria, na Grécia, Loma Linda, na Califórnia (EUA) e Nicoya, na Costa Rica são os locais pesquisados. Ali, o número de pessoas com mais de 100 anos é três vezes superior à média mundial e a convivência em grupo é um dos fatores relevantes para isso.
Esta introdução é para ressaltar a importância dos Centros de Convivência da Pessoa Idosa, uma política nacional muito bem conduzida no âmbito municipal em Alagoinhas. Atualmente, o CCPI possui 400 idosos cadastrados e 200 usuários ativos, participando das atividades, que vão de oficinas de artes até a inclusão digital, passando por aulas de música, palestras sobre saúde e outros temas. Agora, com a formação do CCPI Dançante, sob coordenação do professor Messias, surge a ideia de não restringir as atividades apenas ao CCPI. Por exemplo, no dia 27 ocorrerá a Conferência do Idoso e esse grupo vai se apresentar.
A secretária de Planejamento e Captação de Recursos Lianne Carmo participou da festa e fez a seguinte avaliação: “a equipe do CCPI atua na articulação entre todos, fortalecendo os vínculos criados aqui. Contatos se tornam familiares, visto que muitas pessoas daqui vivem sozinhas. Nas atividades, os usuários conhecem pessoas novas e descobrem novas habilidades através de cursos e oficinas. A confraternização de hoje foi para a gente se conhecer melhor, dar risada, brincar e resgatar a tradição junina, porque existe essa lembrança afetiva dentro de todos nós, e o São João traz essa lembrança boa que faz parte de nossa essência”, disse Liane.
O depoimento de Maria José Elói de Oliveira Silva comprova a relevância do CCPI: “Eu participo há dois anos desse grupo, e antes vivia presa em casa, pois me separei do marido, meus filhos casaram e eu vivia sozinha. Quando conheci o CCPI, conheci uma família que me transformou em componente de uma família. Me sinto adolescente de novo, fiz amigas aqui e estamos sempre juntas. Eu adoro as aulas de dança com o professor Messias, as aulas de canto com o professor Matheus, as aulas de artes com Ed Carlos e as oficinas de inclusão digital com a Paula também. A equipe toda está de parabéns. Hoje, me amo mais e amo as pessoas daqui”, concluiu.
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