O Brasil produz cerca de 500 longas-metragens por ano, mas muitos desses filmes não entram no circuito comercial, e os que chegam às salas de cinema geralmente têm pouco público. Esse é o problema que o Seminário de Exibição do Panorama Coisa de Cinema vai debater, reunindo exibidores, distribuidoras e gestores públicos.
Grande bilheterias como as alcançadas por “Ainda estou aqui” e “O auto da compadecida 2” são exceções. A realidade média é do cinema nacional corresponder a cerca de 3% dos ingressos vendidos nas salas de cinema, aponta Cláudio Marques, coordenador do Panorama, idealizador do seminário e sócio do Cine Glauber Rocha.
Entre os dias 3 e 9 de abril, o Seminário reunirá mais de 30 pequenos e médios exibidores, responsáveis por cerca de 400 salas de cinema em capitais e cidades de interior de vários estados brasileiros. A participação é restrita a convidados e pessoas inscritas. Para se inscrever, acesse panorama.coisadecinema.com.br até o dia 28 de março.
“Não se preocupar com a ocupação do nosso próprio mercado pode levar ao fim da produção nacional. É preciso criar uma política pública voltada para o setor de exibição, que é composto majoritariamente por pequenas e médias empresas nacionais”, alerta Cláudio Marques.
Nas mesas “Como é criar e manter uma sala de cinema?”, os exibidores e programadores do Circuito Saladearte, em Salvador; Circuito Cinemas (SP, PA, MT); Cinemas Benfica (CE) e outras salas de Minas Gerais, Paraná e Distrito Federal compartilharão suas trajetórias e experiências.
Um exemplo de política estatal voltada para a exibição será apresentado na mesa “O modelo francês e como a França reconquistou o seu próprio mercado”, que conta com Rafael Maestro, da Fédération Nationale des Cinemas Français. A secretária Nacional do Audiovisual (MinC), Joelma Gonzaga, e o diretor da Ancine (Agência Nacional do Cinema), Paulo Alcoforado também participam do debate, com outros gestores do Brasil e da França.
Ao longo do seminário, distribuidoras apresentarão filmes para os exibidores participantes, ao final um deles ganhará o prêmio da Associação dos Exibidores Brasileiros de Cinemas de Pequeno e Médio Porte (AEXIB). A premiação consiste na garantia de exibição em pelo menos uma sala da rede de cada um dos exibidores presentes no evento.
O Panorama Internacional Coisa de Cinema foi contemplado pelo edital Gregórios Ano IV com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos - Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador - e da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) - Ministério da Cultura, Governo Federal. O festival conta com patrocínio do Instituto Flávia Abubakir e apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia
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