Caro leitor,
Há livros que nascem em silêncio e há livros que chegam como quem cruza uma estação com o coração aberto. O de Jorge Amado de Alagoinhas chegou assim, com gente, com memória e com afeto reunidos na mesma manhã.
Aos 75 anos, o autor lançou seu primeiro livro solo, Reminiscências. Ele já vinha escrevendo há algum tempo. Começou a vida literária por volta dos 65 anos, quando atuava na Secretaria de Cultura, e participou de antologias. Também integrou o livro Bardos Bahianos – Litoral Norte e Agreste Bahiano. Agora, essa caminhada ganha corpo próprio. É a sua travessia em páginas assinadas, com o seu nome na capa e a maturidade do tempo a favor das palavras.
O lançamento aconteceu no último domingo, 22 de fevereiro, no Mercado Artesão, às 10 horas da manhã, e foi daqueles encontros que viram celebração.



A obra chega com linguagem coloquial, próxima e humana, dessas que puxam conversa e convidam o leitor a ficar. O livro traz poesias que homenageiam familiares, amigos e toda a sua jornada, ampliando memórias e sentimentos. É uma obra profundamente afetiva.
A capa, muito bonita, ilustra a Estação São Francisco, cenário que se torna símbolo de percurso, de chegada e de continuidade. Combina com esse momento de quem percorreu um caminho longo, guardou palavras e agora decide partilhar o que amadureceu por dentro.

O evento foi prestigiado por familiares, amigos, gente de todas as frentes da sociedade e pessoas que fizeram parte da sua jornada. Estiveram presentes a professora Iraci Gama, a professora Maria José Oliveira, a presidente da Casa do Poeta, Luana Cardoso, os escritores Luis Eudes, José Olivio, o artista plástico Ed Carlos Alves, o professor e radialista Cláudio Pinto e o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, João Henrique Paolilo. Também marcaram presença poetas e escritores do nosso território Litoral Norte e Agreste Baiano, reforçando a importância do encontro para a cena cultural da região. Vale lembrar que Jorge Amado é vice-presidente da Casa do Poeta. Houve falas, homenagens e, claro, o momento dos autógrafos, bastante concorrido. Daqueles que fazem fila não apenas pelo livro, mas pelo abraço e pela troca de palavras.
O autor completou 75 anos no dia 19 de fevereiro e celebrou a vida naquele mesmo encontro, no Mercado Artesão, como ele bem gosta, com muita dança, muita música, muita alegria e boa música. Porque Jorge Amado, além de poeta, é conhecido como bom seresteiro e bailarino, alguém que entende o ritmo das palavras e da vida. Entre um discurso e outro, o que se via era isso. Muita presença, muita emoção, muito afeto. Um livro que nasce do afeto e volta para o afeto, em forma de versos e partilha.
E aqui, caro leitor, esta colunista pede licença para um parêntese pessoal. Esta filha está muito orgulhosa do pai que tem. Orgulhosa pela coragem de publicar, pela travessia percorrida e por transformar vida em palavra.
Encerro por aqui a minha participação e deixo apenas o convite.
Aguardem os próximos capítulos.
Porque quando alguém decide se dizer em voz alta aos 75 anos, a gente sabe que ainda há muita história bonita para ser lida.
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Graduada em Turismo e pós-graduada em Marketing Digital, Kelly Amado, hoje, atua como assessora de comunicação do NTE 18, cerimonialista, produtora de eventos e professora na área de Educação Profissional.
Na Prefeitura de Alagoinhas, atuou como coordenadora de cultura sendo responsável pela concepção e execução de diversos eventos. Posteriormente, foi responsável pela criação da diretoria de turismo de Alagoinhas, dinamizando o setor ao ocupar o cargo de diretora, inclusive inserindo Alagoinhas no Mapa do Turismo Brasileiro do Ministério do Turismo, em 2017, o que possibilitou acesso a recursos para investimento em locais com potencial turistico.
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