Falta apenas uma semana para o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciar o julgamento considerado o mais decisivo da história do bolsonarismo. Segundo as previsões de analistas políticos e jurídicos, o veredito pode levar Jair Bolsonaro (PL) e auxiliares próximos para a prisão.
Apesar da gravidade do cenário, o movimento que se consolidou ao longo de quase uma década como uma das forças mais ativas e influentes das redes sociais parece estar sem reação, relata Lauro Jardim, do jornal O Globo. A apatia contrasta com a hegemonia que os apoiadores de Bolsonaro já tiveram na propagação de narrativas digitais e no domínio de discursos que rapidamente viralizavam na internet.
A ausência de mobilização virtual é apontada como reflexo das recentes decisões do ministro Alexandre de Moraes contra figuras centrais do grupo, incluindo Jair e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), além do pastor-empresário Silas Malafaia. Um aliado próximo a Bolsonaro desabafou: "O Bolsonaro perdeu as redes e perdeu a mídia. Falta também uma comunicação profissional estar ao lado da defesa técnica dele".
A avaliação reforça a percepção de que a falta de organização estratégica tem fragilizado a capacidade de reação do movimento.
Para Manoel Fernandes, presidente da consultoria Bites, o cenário não é apenas de apatia, mas de dispersão temática. "O bolsonarismo sempre atuou num campo monotemático. Eles elegem um tema e vão para cima. Sem a presença digital do Bolsonaro, eles ficam em busca de um novo líder para dar uma ordem", afirmou.
A análise destaca que, sem uma liderança digital clara e com excesso de pautas em disputa, o bolsonarismo enfrenta dificuldades em retomar a centralidade do debate online que já caracterizou sua atuação política.
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