O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) aceitou a denúncia contra dezesseis investigados pela "Operação Indignos", deflagrada no último mês de janeiro na Bahia. O Ministério Público Estadual (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), denunciou os suspeitos por crimes como formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro, extorsão, sequestro, homicídio e tráfico de entorpecentes.
Entre os investigados estão dois policiais militares acusados de liderarem o esquema criminoso. Um deles foi preso em Salvador, enquanto o outro foi capturado no estado do Paraná. No total, oito pessoas já foram presas desde janeiro, sendo quatro delas na capital baiana. Outros seis investigados tiveram mandados de prisão decretados e são considerados foragidos da Justiça.
O impacto financeiro da organização foi um ponto crítico da operação, com o bloqueio de cerca de 100 contas bancárias, que movimentaram aproximadamente R$ 150 milhões nos últimos três anos. Além de serem julgados pelos crimes, seis dos suspeitos ainda tiveram mandado de prisão decretado pela Justiça. Se forem presas, essas pessoas se juntarão a outras oito que já tinham sido capturadas em janeiro.
Entre os oito presos, estão dois policiais militares baianos. Um deles foi preso em Salvador e o outro no estado do Paraná. Das outras seis prisões, quatro aconteceram na capital baiana.
'Operação Indignos'
Durante a "Operação Indignos", deflagrada no dia 9 de janeiro, foram apreendidos 18 celulares, R$ 42.620 mil e U$ 1.500 dólares, além de veículos de luxo como um Toyota Corolla, uma BMW, uma Range Rover Evoque, uma motocicleta Kawasaki Ninja e uma Mercedes. Além disso, as investigações, realizadas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais da Polícia Civil (Deic), prendeu a liderança e o núcleo principal do grupo criminoso na Bahia.

De acordo com as apurações, eles comandaram a ação de extorsão mediante sequestro e o assassinato de Ivan de Almeida Freitas, conhecido como “Ivanzinho”, ocorrido em agosto de 2023 no bairro do Trobogy, em Salvador. Esse homem era sócio de Rodolfo Borges Barbosa de Souza, vulgo “Bené” ou “Zeca”, líder do grupo, que era responsável pelo abastecimento de drogas nos bairros de Amaralina, em Salvador, e Portão, em Lauro de Freitas.
Segundo o Gaeco, a organização criminosa liderada por Rodolfo Borges fazia a lavagem de dinheiro do tráfico por meio de empresas fantasmas, aquisição de obras de arte e imóveis residenciais e comerciais em nome de terceiros, bem como em marmorarias e ferro-velho.
Além dele, o MPBA denunciou Verônica Teixeira dos Santos, Paulo César Conceição da Silva; Arlisson Alves Cruz; Lucas Pinto dos Santos; Ingrid Saraiva dos Santos Cruz; Jorge Raimundo Arcanjo Salgueiro dos Santos; Valdimir Neves Santos; Ana Paula Araújo Farias; Walace dos Santos Poli Silva; Lázaro Freitas Cerqueira; Rose Mary Conceição Damasceno; Jéssica Barreto dos Santos; Damião da Conceição; Alex Rios Costa e Odair Santos Brito.

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