A partir de 16 de junho, entra em vigor o Pix Automático, uma funcionalidade do sistema de pagamentos instantâneos que promete mudar a forma como empreendedores lidam com cobranças recorrentes. A ferramenta, autorizada pelo Banco Central, tem potencial para beneficiar pequenos negócios que trabalham com mensalidades, assinaturas e planos contínuos — desde que se preparem para sua adoção de forma estruturada.
A novidade exige atenção a detalhes como a autorização prévia do cliente, a definição de valores máximos, periodicidade dos pagamentos e a comunicação clara sobre os débitos. Ao contrário do débito automático tradicional, o Pix Automático não depende de convênios entre empresas e bancos, o que facilita a adesão. No entanto, a empresa precisará orientar bem o consumidor sobre como ativar a funcionalidade e manter um bom relacionamento para evitar suspensões ou cancelamentos.
Segundo a 9ª edição da pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios, realizada pelo Sebrae, o Pix já é amplamente utilizado: 94% dos empreendedores o adotam como forma de recebimento, e 81% o consideram o mais importante para o dia a dia financeiro. Com o Pix Automático, esses números tendem a crescer — mas, para aproveitar os benefícios, o empreendedor deve investir em ferramentas de gestão e integração dos sistemas de cobrança.
“Para os pequenos negócios, o Pix Automático representa uma oportunidade de ouro. Empresas que trabalham com mensalidades, assinaturas ou cobranças periódicas poderão oferecer aos clientes uma experiência mais fluida, sem atrasos ou esquecimentos, reduzindo a inadimplência e melhorando a previsibilidade do fluxo de caixa”, afirma Giovanni Bevilaqua, coordenador de Acesso a Crédito e Investimentos do Sebrae.
A automatização dos pagamentos também reduz a necessidade de boletos e tarefas operacionais, favorecendo a conciliação financeira em tempo real. “A adoção do Pix está diretamente relacionada ao aumento da formalização e à busca por capacitação em gestão financeira, temas centrais para o desenvolvimento sustentável dos pequenos negócios no país”, complementa Bevilaqua.
Além do Pix Automático, o Banco Central deve lançar, em setembro, o Pix parcelado — modalidade que permitirá parcelamentos inclusive entre pessoas físicas, garantindo o crédito integral na hora para quem recebe. Funciona como uma venda no cartão de crédito, mas sem as taxas elevadas ou prazos longos de liquidação.
Para os pequenos empreendedores, a chave está em encarar o Pix não apenas como um meio de pagamento, mas como ferramenta estratégica de gestão, que contribui para planejamento financeiro, fidelização de clientes e expansão sustentável. A preparação técnica e a comunicação eficiente serão fundamentais para extrair os melhores resultados dessa nova fase dos pagamentos digitais.
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